Não com asas — mas com a força brutal de uma explosão.
Num beco estreito no campo de Nuseirat, uma câmera local registra o instante que ninguém deveria ver.
A onda de choque de uma bomba lança ao ar o corpo de uma criança de oito anos.
Não há grito. Não há respiro. Apenas silêncio... e poeira.
Israel voltou a bombardear intensamente a Faixa de Gaza.
No meio da noite, quando a maioria dorme, não há sirenes—mas o céu fala.
E o que cai do céu... não é chuva.
No hospital Al-Shifa, uma enfermeira diz:
“Agora só recolhemos pedaços. Já não têm nome. Só um número... só um saco.”
O som da bomba não é o som da morte.
É o som do abandono.
Num mundo que vê as imagens, mas muitas vezes fecha os olhos,
a voz desse povo precisa ser mais alta que o nosso silêncio.
Esta é a voz do humano.
De quem só queria viver.