Bem-vindo ao Ícones da Arte | Segredos e Bastidores,
o seu destino para documentários narrativos que mergulham no lado humano da fama e revelam o que as biografias oficiais costumam omitir.
Aqui, a história da cultura Rock e pop é contada através de investigações profundas sobre os triunfos, as tragédias e os mistérios de quem mudou o mundo da música e do entretenimento. Do legado imortal de Elvis Presley e os segredos guardados em Graceland, ao fenómeno e à saudade deixada por ícones brasileiros como os Mamonas Assassinas e Cazuza.
Exploramos trajetórias inacreditáveis, como a de Sixto Rodriguez, o operário que virou rei sem saber, e os bastidores de figuras viscerais do rock como Axl Rose e Angus Young. O nosso foco recai sobre as vozes que o tempo não apaga e as lendas que, muitas vezes, só foram plenamente compreendidas após a sua partida.
Se procura narrativas envolventes sobre os segredos da música e as verdades por trás das grandes estrelas, este é o seu lugar.
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FRANK SINATRA: A VOZ QUE UNIU O IRÃ E ISRAEL
Em novembro de 1975, Frank Sinatra fez algo que nenhum artista faria antes ou depois: cantou num palácio com teto de estrelas para o Xá do Irã, lotou um estádio de 24.000 pessoas em Teerã e três dias depois estava em Jerusalém, Israel, com a mesma orquestra de 35 músicos e o mesmo microfone. Não havia discursos, não havia diplomacia. Havia uma big band, os arranjos de Nelson Riddle e uma voz que 24.000 iranianos aplaudiram de pé sem entender uma palavra de inglês.
O concerto de Teerã nunca foi gravado oficialmente, existem apenas bootlegs que circulam entre colecionadores. Já o de Jerusalém foi registado por um produtor brasileiro, Roberto Quartin, e lançado em 2000 numa edição limitada de 5.000 cópias exclusivamente no Brasil. Hoje é uma das raridades mais cobiçadas por colecionadores de Sinatra no mundo inteiro. O vídeo completo desta história está no canal, com o palácio, o estádio, o encontro dos dois Sinatras e o disco que o Brasil guarda sem saber.
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A MÚSICA QUE TODO O BRASIL ACHOU QUE ERA LATIM DE MONGES — MAS NÃO ERA
Você sabia que Ameno, aquela música que deu arrepio em milhões de brasileiros nas novelas da Globo e que todo mundo achava que era latim de monges medievais foi criada por um guitarrista de hard rock que abriu shows para o AC/DC e o Black Sabbath? Em 1996, Eric Lévi inventou uma língua do zero, contratou coristas do English Chamber Choir e lançou o projeto ERA sem mostrar o rosto de ninguém. Cada sílaba de Dori me, Ameno, Adora vire foi calculada não para significar, mas para fazer sentir. O resultado: padres incluíram a faixa em missas convictos de que era latim sagrado, pessoas tocavam a fita cassete ao contrário de madrugada procurando mensagens ocultas, e a música entrou nas novelas da Globo e nunca mais saiu da memória de uma geração inteira. O ERA vendeu 12 milhões de álbuns.
O mistério foi a estratégia. Sem rosto, sem entrevistas, sem explicação o ERA tornou-se maior do que qualquer artista convencional conseguiria ser. Quando a internet chegou e o mercado do CD morreu, o projeto foi esquecendo. Até 2019, quando um meme de um gatinho chamado Dorime levou milhões de jovens ao YouTube à procura de Ameno e o arrepio foi exactamente o mesmo. Eric Lévi voltou aos palcos com projeções monumentais, coros ao vivo e o rosto ainda oculto. Uma geração que descobriu a música por causa de um meme lotou arenas para ver uma banda sem nome. O vídeo completo desta história está no canal, com os monges que nunca existiram, o guitarrista que fugiu da fama e o disco que uniu católicos, espíritas e budistas sem que nenhum soubesse da existência dos outros.
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